quinta-feira, 6 de junho de 2013

A guerra dos vencidos

Quanto tempo falta até ao próximo vencido? Até que o próximo selvagem a casa retorne? De joelhos em súplica.
Esbanja-se sangue quando o corpo ao ideal se submete. E daqui vêem-se os figurinos pequeninos de cartão rastejarem no chão. E às sombras que os homens grandes projectam nas paredes do seu teatro de guerra, fazia-lhes falta um coração. Mas ninguém repara nisso até que a vitória seja dita e escrita na pedra de monumentos hostis. Enquanto isso, descansa homem grande, sempre de pé, porque podes, e porque a tua honra é surda. Não tardará, aí estará o próximo vencido pedindo-te para a casa regressar. Pelo teu perdão será obrigado a isso. Mas o selvagem vergado, de joelhos doridos, não irá mais rastejar. A casa voltará de queixo erguido. A sua liberdade já não se perde. É ela que faz a força dos vencidos.

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